Prof. Diego Marihama

Educação Disruptiva

Seja bem-vindo ao site do Prof. Diego Marihama!

Diego Marihama e Sérgio Junqueira debatem o Ensino Religioso: perspectivas do modelo confessional e não confessional à luz do Estudo 116 da CNBB

Durante a Unidade 4 do curso Ensino Religioso no Brasil: novos desafios, novas perspectivas, proporcionado pela Universidade Franciscana de Porto Alegre, o Prof. Dr. Diego Kenji de Almeida Marihama conduziu as aulas dedicadas ao estudo comparativo entre o Ensino Religioso confessional e o modelo não confessional, aprofundando especialmente o perfil e os fundamentos do Ensino Religioso confessional a partir do Estudo 116 da CNBB. Ao lado do Prof. Dr. Sérgio Rogério Azevedo Junqueira, os participantes foram convidados a compreender historicamente, juridicamente e pedagogicamente as diferentes configurações do Ensino Religioso no Brasil, analisando seus marcos, princípios e desafios.

https://site.ufn.edu.br/pagina/ufn-esta-com-inscricoes-abertas-para-capacitacao-ensino-religioso-no-brasil

Na exposição, o Prof. Diego destacou que o Ensino Religioso confessional possui raízes históricas profundas, vinculadas a tradições religiosas reconhecidas pelo Estado e sustentadas por uma sólida herança cultural e espiritual. Ressaltou que esse modelo, longe de ser um retorno à catequese escolar, constitui um componente curricular formal, com rigor metodológico, objetivos próprios e compromisso com a formação integral dos alunos. A partir dos capítulos do Estudo 116, enfatizou-se que o Acordo Brasil–Santa Sé de 2008 foi decisivo para reafirmar a presença legítima do Ensino Religioso confessional nas escolas públicas, sempre com matrícula facultativa, respeito à diversidade cultural e garantia da liberdade religiosa. Essa base jurídica, segundo o professor, exige que qualquer debate sobre o tema considere os princípios constitucionais e o direito das famílias de escolherem a confessionalidade adequada aos seus filhos.

Ao explorar as diferenças entre Ensino Religioso confessional e catequese, as aulas avançaram para uma análise criteriosa dos elementos pedagógicos, metodológicos e institucionais que distinguem ambas as práticas. Diego reforçou que o Ensino Religioso confessional, mesmo fundamentado em valores, doutrina e tradição, não se reduz à transmissão de conteúdos dogmáticos; ao contrário, busca integrar fé e cultura, analisar a realidade à luz da experiência religiosa e promover a abertura ao diálogo, à alteridade e à fraternidade. Nessa perspectiva, o componente curricular contribui para responder perguntas existenciais, iluminar a busca de sentido e favorecer a convivência democrática entre diferentes expressões de fé.

As aulas também apresentaram os princípios e desafios da implementação do Ensino Religioso confessional nas escolas públicas, como a diversidade de pertenças religiosas entre os alunos, a formação específica dos docentes, a organização de turmas por credo e a elaboração de propostas curriculares coerentes com as exigências pedagógicas e legais. O professor enfatizou que tais desafios não são obstáculos, mas oportunidades para fortalecer o pluralismo e a liberdade religiosa, pilares da educação brasileira. Nesse contexto, a formação docente surge como elemento decisivo para garantir um Ensino Religioso qualificado, dialogal e comprometido com valores universais.

Por fim, Diego retomou a identidade e a missão do Ensino Religioso confessional católico, aprofundando sua fundamentação na “centralidade de Cristo” e no humanismo cristão. Destacou o papel do componente curricular na construção de comunidades educativas marcadas pela justiça, solidariedade, respeito às diferenças e promoção do bem comum. Também sublinhou a importância da articulação entre Ensino Religioso e Pastoral Escolar, evidenciando que ambos têm finalidades complementares, embora distintos: enquanto a Pastoral permeia toda a vida institucional, o Ensino Religioso atua como disciplina estruturada que aprofunda valores, interpreta a realidade e dialoga com a cultura.

Deixe uma resposta

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.