A Pastoral da Educação da Diocese de Presidente Prudente promoveu no dia 24 de novembro de 2025, um encontro formativo com educadores, agentes pastorais, lideranças dos colégios e instituições de ensino superior. O momento contou com a presença do Prof. Dr. Diego Kenji de Almeida Marihama, coordenador do Núcleo de Formação Continuada para Profissionais da Fundação São Paulo e coordenador do Setor Universidades da CNBB, que conduziu a conferência intitulada: “Os Pilares da Pastoral da Educação e o Pacto Educativo Global”, Diego Marihama apresentou uma reflexão sobre os desafios da educação, destacando a convocação mundial feita pelo Papa Francisco para reconstruir o Pacto Educativo e recolocar o ser humano no centro das decisões políticas, sociais e pedagógicas.

Durante a exposição, o professor lembrou que a iniciativa do Pacto surge diante de fenômenos que marcam a sociedade atual, como a ruptura da solidariedade intergeracional, os tempos tecnológicos e a cultura do descartável. “Educar para quê, se não for para transformar vidas?”, questionou, reafirmando o papel da educação como bem comum e como instrumento para a formação integral das novas gerações.
A apresentação retomou a conhecida metáfora de que “é preciso uma aldeia inteira para educar uma criança”, ressaltando a necessidade de uma aliança ampla entre famílias, escolas, igrejas e instituições públicas e privadas. Segundo o conferencista, educar hoje implica superar isolamentos e construir uma verdadeira corresponsabilidade educativa.
Ao abordar os pilares da Pastoral da Educação, Marihama destacou quatro dimensões essenciais:
- Presença evangelizadora nos ambientes educativos;
- Desenvolvimento integral do ser humano;
- Promoção da humanização, do diálogo e da escuta;
- Formação humana e cristã, orientada à cidadania e ao bem comum.
O professor também detalhou os sete compromissos do Pacto Educativo Global, incentivando práticas que fomentem a paz, a responsabilidade, a solidariedade, o cuidado com a Casa Comum e o fortalecimento dos vínculos com as famílias e comunidades locais. Entre os desafios apresentados, enfatizou a importância de construir pontes, promover reconciliação e cultivar a sensibilidade frente às dores sociais: “Quando perdemos a sensibilidade, perdemos também o senso de verdade”.

Encerrando o encontro, Marihama reforçou que todos os agentes pastorais e educadores são chamados a colaborar na missão comum de educar para um humanismo solidário, transformando a “aldeia” em um espaço de encontro, responsabilidade e esperança.