Prof. Diego Marihama

Educação Disruptiva

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Liderança que Educa, Educação que Transforma, Inovação que Humaniza

Diego Kenji de Almeida Marihama

A frase “Liderança que Educa, Educação que Transforma, Inovação que Humaniza” traduz a essência da minha trajetória de 18 anos no magistério, período em que atuei como professor da educação básica, orientador profissional e pedagógico, coordenador, professor universitário e gestor educacional. Ao longo desse percurso, percebi que liderar vai muito além de gerenciar processos: é inspirar, formar e caminhar ao lado de quem busca conhecimento e sentido para a própria história. Liderar significa criar vínculos de confiança, escuta e respeito, construindo coletivamente caminhos que favoreçam o desenvolvimento integral de cada pessoa.

Essa visão veio das reflexões de Moran (2013), para quem a verdadeira mudança educacional exige “uma comunicação autêntica, aberta entre professores e alunos, entre professores e professores, incluindo administradores e a comunidade” (p. 05). Ao defender que educar demanda “sair da zona de conforto do previsível para a experimentação, do monólogo para o diálogo, do planejamento fechado para o aberto” (MORAN, 2019, p. 03), esse caminho permeou as minha prática, na qual compreendo a educação como um processo de construção de projetos de vida e de convivência, marcado pelo exercício da cidadania e da responsabilidade social.

Nessa mesma direção, as contribuições de Carl Rogers foram fundamentais para uma educação centrada na pessoa. Para o psicólogo, a aprendizagem significativa acontece quando “o aluno percebe o assunto como relevante para seus próprios objetivos” e quando há um “clima de confiança mútua” entre educador e educando (ROGERS, 1978, p. 115). Rogers defende que a função do professor é atuar como facilitador, oferecendo empatia, autenticidade e aceitação incondicional, de modo que o aluno se torne o protagonista de seu próprio processo. Como ele afirma, “a única pessoa que é educada é aquela que aprendeu como aprender e como se adaptar” (ROGERS, 1978, p. 152).

Essas reflexões foram impulsionadas por Moran (2013), destaca que uma educação inovadora se sustenta em quatro grandes eixos: o conhecimento integrador, que reconhece a natureza provisória e em constante construção dos saberes; o desenvolvimento do autoconhecimento e da autoestima, para que o aluno se reconheça como protagonista; a formação do espírito empreendedor, entendida como iniciativa, criatividade e capacidade de transformar contextos; e a construção do aluno-cidadão, crítico e ético.

Quanto a inovação que humaniza, convergência presente tanto no pensamento de Moran quanto em Rogers, é aquela que não se limita ao fascínio pela tecnologia, mas que a utiliza para potencializar relações, personalizar percursos e democratizar o acesso ao conhecimento. Moran (2015) lembra que “as metodologias ativas são caminhos para avançar mais no conhecimento profundo, nas competências socioemocionais e em novas práticas” (p. 02), ao passo que Rogers (1978) reforça que a aprendizagem ocorre quando o aluno participa ativamente de sua construção.

Educar, portanto, é um compromisso ético com o presente e o futuro, um ato que envolve visão, sensibilidade e coragem para transformar. Como afirmam Moran e Rogers, criar ambientes de confiança, liberdade e protagonismo é condição para que todos possam aprender juntos e contribuir com o coletivo. Essa convicção me guia diariamente, reafirmando que liderar é educar, educar é transformar e inovar é humanizar. Essa tríade não é apenas um ideal, mas uma prática viva, sempre com o propósito de formar pessoas e instituições mais conscientes, acolhedoras e preparadas para os desafios do nosso tempo.

Referências

MORAN, José. Bases para uma educação inovadora. São Paulo: ECA/USP, 2013. Disponível em: https://moran.eca.usp.br/wp-content/uploads/2013/12/grande.pdf acesso em 30/09/2024.

MORAN, José. Transformações do docente na educação contemporânea. São Paulo: ECA/USP, 2019. Disponível em https://moran.eca.usp.br/wp-content/uploads/2019/10/Transforma%C3%A7%C3%B5es_docente.pdf acesso em30/09/2024.

MORAN, José. Metodologias ativas para uma aprendizagem mais profunda. São Paulo: ECA/USP, 2015. Disponível em https://moran.eca.usp.br/wp-content/uploads/2015/04/metodologias_moran1.pdf. cesso em 30/09/2024.

ROGERS, Carl. Liberdade para aprender. Belo Horizonte: Interlivros, 1978.

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